Depois daquele oi…

A gente vive muita coisa nessa vida, conhece várias pessoas e acaba vivendo paixões imediatas ou com sorte, amores duradouros. Uma vez um amigo me perguntou: “Ana, você já sofreu muito nessa vida, né?” E eu respondi: “E, quem não? Mas tudo que eu passei fez eu ser quem sou hoje.” Ele respondeu: “Que bom que você sofreu então.”

Chega a soar meio bobo, mas é a pura verdade. Tudo que vivemos nos leva a ser quem somos e chegar onde chegamos… E eu agradeço todos os dias por tudo que passei, porque isso tudo foi o que me fez chegar até ela.

A primeira vez que eu vi a Elis foi pelo Instagram, ela sempre me chamou a atenção por gostar das mesmas coisas que eu: ela lia os livros que eu lia, gostava de rock, apreciava a boa comida, colecionava xícaras de café (do qual eu também apreciava muito), curtia fotografia, viagens e era louca pelos afilhados! Por dois anos a gente ficou seguindo uma a outra no Instagram e volta e meia comentávamos em fotos, quase sempre sobre livros. Até que um dia descobri que ela tinha um blog, e é claro imediatamente fui ler.

Achei incrível a forma como ela via a vida, e passava isso através das palavras! E assim se seguiram esses dois longos anos, eu admirando os textos dela e ela admirando as minhas fotos. Não existia maldade nem segundas intenções, era uma admiração que ia crescendo conforme o tempo passava. Uma vez, um conhecido em comum me falou dela, e terminou a conversa com algo do tipo: “Vocês são muito parecidas, precisam se conhecer.” E eu fiquei imaginando: no quê?

Eu tinha namorada e a Elis também. Aí aconteceu o que nunca em dois anos tinha acontecido, duas semanas antes do meu casamento eu encontrei a Elis, pude ver de perto quem eu tanto admirava sempre de longe, e foi como se eu sempre tivesse conhecido ela, a gente sorriu uma para outra e eu soube que ela sentia a mesma admiração por mim quanto eu por ela.

Tentei não dar atenção para isso e me foquei no casamento, eu casei com uma amiga na época, a gente se dava muito bem mas não concordávamos em nada, éramos diferentes demais e eu me sentia desmotivada para continuar sustentando aquela relação. Dois meses depois do casamento nos separamos, aprendi muitas coisas com ela mas sempre senti que faltava algo, sempre existia um vazio.

E depois que decidi que precisava seguir minha vida, não conseguia mais parar de pensar na Elis, ela me vinha a cabeça o todo tempo, não importa o que eu estivesse fazendo. Resolvi mandar um direct, naqueles dois anos que a gente seguia uma a outra no Instagram a gente nunca se falou por mensagem, então meio que eu tremia, não sabia o que falar, não sabia o que ela ia pensar, tudo começou com um Oi!

Ela respondeu na hora, toda querida e receptiva como se esperasse por aquilo há muito tempo, e parece loucura mas foi como se eu só tivesse reencontrado uma pessoa que fez parte da minha vida sempre!

Depois daquela primeira mensagem, não paramos mais de nos falar, todos os dias! Então, algumas semanas depois chamei ela para um café e ela me contou que estava dando um tempo com a namorada porque as coisas não estavam bem, me falou que elas pareciam mais amigas morando juntas do que um casal, e eu disse que sabia exatamente o que ela queria dizer.

Eu nunca tive qualquer constrangimento com a Elis daqueles que a gente tem quando conhece uma pessoa, a gente se entendeu bem desde o começo, no nosso primeiro abraço eu já não queria mais devolver ela para o mundo. Quando eu olhei pela primeira vez nos olhos dela cara a cara, eu só consegui falar: “Meu Deus como você é linda.” Ela ri disso até hoje.

Eu não sei explicar o que aconteceu com a gente, o que sei é que em um mês estávamos morando juntas, e eu já não conseguia pensar em uma vida sem ela, e nem como tinha sobrevivido tanto tempo sem sentir isso! Porque quando as pessoas falavam em amor verdadeiro ou alma gêmea eu achava tudo isso uma grande besteira idealizada pelas pessoas que assistiam filmes demais, eu sabia o que era amar uma pessoa e querer cuidar dela, mas era algo diferente e tranquilo, esse sentimento que eu sinto hoje eu nunca pensei existir, é algo que não tem comparação e não existem palavras suficientes nesse mundo para explicar!

O que eu tive com a Elis não foi uma paixão, ou amor à primeira vista ou uma admiração enorme que se transformou em amor, hoje eu sei que o que eu passei para chegar até aqui me levou até esse reencontro com ela. A Elis é a única pessoa que me faz ser o melhor que eu posso e eu amo a pessoa que eu me tornei ao lado dela. Eu não passo um dia sem querer fazer ela feliz!

E mesmo quando brigamos ou discutimos, tudo termina com a gente se abraçando e dizendo o quanto nos amamos e que sempre vamos ficar juntas… Eu não sei falar exatamente quando foi que eu soube que a Elis era tudo o que eu precisava, mas todas as vezes que a gente se olha e eu sinto a conexão que temos, eu sei que encontrei tudo que eu precisava para ser feliz nessa vida e aquele vazio que eu disse que sentia lá no começo, já não existe.

A Elis é a chorona do casal, essa semana ela esqueceu o anel de noivado (história para o próximo post!) dela na casa de uma amiga, e quando ela chegou em casa mais tarde porque tinha voltado para buscar o anel eu briguei com ela, não porque ela tinha esquecido, mas porque ela não precisava ter se preocupado tanto com isso, ela caiu aos prantos.

Ela sempre me derruba nessas horas, aquele foi um dos dias mais frios e ela estava trocando de roupa e começou a chorar ali só de calça jeans e sutiã (nessas horas eu sei que sim, a gente vive uma relação daquelas dos romances que lemos), aí eu peguei ela no colo e levei até a cama, coloquei ela embaixo do edredom, abracei ela forte e falei que estava tudo bem, e que se algo acontecesse com o anel dela a gente comprava outro e ela não precisava se preocupar com isso…

A Elis chorona que é uma menininha quando a gente discuti, é a mulher mais guerreira que eu conheço quando a coisa é resolver algo que tá me incomodando, quem manda aqui em casa é ela e eu não tenho problemas ou vergonha em falar isso, mas confesso que às vezes gosto quando ela faz essa manha toda e me deixa ser a mais madura e protetora do casal!

Faz um ano e meio que estamos juntas, mas confesso que não consigo lembrar de como era minha vida sem ela, pois é como se eu tivesse vivido com ela minha vida toda, eu sempre quis ter a sorte de olhar para alguém com o mesmo amor que eu via alguns casais se olhando, e hoje eu só posso desejar que todas as pessoas que eu amo saibam o que é viver isso! Nem todo mundo encontra o grande amor da sua vida, se você é um dos que encontrou, faça como a gente, faça valer cada dia ao lado dessa pessoa. E seja feliz por todos que ainda não encontraram!

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