Dia a dia #1

Depois de um bom banho, estamos jogadas no sofá, onde também almoçamos assistindo uma série das antigas. E isso sempre me lembra o quanto a Ana queria uma mesa sob medida, e como depois te termos ela, posso contar em uma mão quantas vezes usamos ela (e todas por insistência minha), mas a vida de casal tem dessas coisas, né? Haha!

Hoje, em plena terça-feira foi dia de faxina aqui em casa, aliás, faxinão! Ontem a noite combinamos que hoje iriamos fazer a faxina pesada juntas de uma vez, pois nas últimas semanas, devido tanto trabalho, viagem, múltiplas comemorações do meu niver e mil visitas estávamos naquela de tapear, sabe? Tipo, varrer debaixo do tapete, mas no caso aqui em casa não tem tapete.

Acordamos, na verdade eu acordei antes. Dei comida para os bichinhos, já contei que as nossas quatro gatas parecem tubarõezinhos malignos prontos a me atacar pela manhã? E o Chowderzinho sempre faceiro e galante me seguindo até o seu potinho… Não dá para vier sem esses cinco ser humaninhos. Voltei para a cama e a Ana já estava acordada. Que bom! Porque hoje é a sua vez de fazer o café da manhã, mozão!

Revezamento de café da manhã é algo mágico, recomendo à vocês se ainda não fazem uso. Nós duas sabíamos o que estava por vir, mas agíamos como se o dia fosse uma criança, como se a agenda estivesse livre, como se os bichinhos fossem dar conta do recado e deixar a casa óh, um brinco para a gente! Ana colocou um filme no netflix, eu comecei uma partida do nosso joguinho viciante no celular e assim ficamos um tempo.

Mas foi só por um tempo. Porque eu sou agoniada, não consigo deixar para depois, não consigo relaxar enquanto tiver aquela pulga atrás da orelha me falando: Hey, quanto mais cedo você começar mais cedo vai acabar, tá bem? Coisa de gente maluca e dissimulada, eu sei. Mas fazer o quê? Comecei do jeitinho que a gente começava quando era adolescente e a mãe mandava arrumar o quarto, e esse é o jeito que começo sempre as faxinas. Catei um livro perdido no sofá ali, uma lixa de unha esquecida no balcão, aquele sapato atrás da porta, e onde será que foi parar a tampa do pote do café? Abri uma gaveta aqui, outra porta ali e talvez um mini baú amarelo no quarto.

Ana já sentiu aquela vibe. Aquele convite no ar. Aquela sugestão de que o faz de conta havia acabado. Os sinais eram claros. É hora da ação, baby. E assim, já colocou uma playlist sertaneja para tocar (ela adora faxinar ouvindo sertanejo, eu acho isso tão fofinho) e começou com os trabalhos também. A gente sempre faz uma divisão, mas a gente sempre acaba com uma querendo fazer a parte da outra porque tal coisa é mais pesado ou porque sabe que a outra gosta menos.

E aí parece que tudo acontece mais rápido, tudo fica mais leve, a gente se encontra ali e aqui, os bichos ficam preocupados sem entender o que está acontecendo, o Chowderzinho que nunca teve disso depois de conviver com as gatas “pegou” medo do aspirador por tabela, haha!

E quando a gente vê, a casa tá um brinco como a gente queria, tá tudo em ordem mas não sabemos por quanto tempo e isso não importa porque eu sei que posso contar com ela e ela comigo, aí vem nosso almocinho, nosso banho demorado e relaxado e agora estamos no sofá outra vez. Mozão está em uma partida do nosso joguinho viciante e eu escrevendo, netflix tá pausado na TV: Tem alguém assistindo? E enquanto a chuva cai lá fora, eu fico pensando que amo nossos dias, até mesmo os dias do faxinão!

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