Nossos detalhes

A Ana sempre me pede para escrever sobre os nossos dias, sobre a nossa rotina, sobre aquelas coisas pequenas que acontecem no meio da correria e desaparecem tão rápido que logo não lembramos mais… São como pequenos fragmentos do nosso amor, da nossa felicidade diária, do nosso companheirismo, do que nós vivemos e não queremos esquecer.

Como quando eu chego cansada do trabalho depois de um dia daqueles e encontro uma toalha limpa me esperando para o banho, a Ana faz meu café do jeitinho que eu gosto enquanto me pergunta o que eu quero para o jantar, a gente se abraça, estou em casa, ela é o meu lar sempre e nessas horas especialmente. E quando ele me pergunta do meu dia, nada mais importa, o peso se foi, eu já esqueci o que tanto me incomodava. Descubro em mim que era saudade… Saudade dela.

Como quando cozinhamos juntas, porque não sei se vocês sabem, mas a Ana faz um guacamole delicioso demais e me ensinou a fazer também acreditem ou não, então a gente come assistindo Friends, rindo e com abacate até nos cabelos às vezes! Aí a gente vai para o quarto e abraçadinhas a Ana descobre uma tortilha no decote da camisola  que eu vesti para ela. Eu calmamente, respondo: “Estava guardando para depois, meu amor. ” E rimos até o sol nascer…

Como quando chegamos em casa do centro (que por sinal fica bem longe de onde moramos), geralmente aos sábados à tarde chegamos cheia de vasos, terra, pedrinhas, musgo e cactos. Porque somos as loucas dos cactos desde que nos conhecemos, é uma das nossas “coisas”, nosso apê está cada dia mais cheio deles, mas eu quero sempre mais. Agora vou confessar que quem planta, troca de vasinhos quando eles crescem é sempre a Ana, ela é corajosa. Já eu tenho pavor dos espinhos, porque uma vez espetada eu nunca mais acho ou consigo tirar eles! Sim, sou uma criadora de cactos medrosa. Ontem foi um dia desses, né amorzinha?

Como quando eu quero muito que a Ana leia um livro X ou assista a série Tal, mas ela não está nem um pouco interessada, aí eu jogo uns verdes aqui e ali do assunto e de umas partes boas que eu acho que ela vai gostar, e ela bem direta me pergunta o que acontece, aí eu falo que não vou contar porque se ela quer saber tem que ler/assistir! Aí ela fica meio brava e diz que eu vivo dando spoiler e quando ela quer mesmo saber eu não conto, então eu me sinto mal e acabo contando o que acontece… Ela, não esboça a menor reação, então pergunto se ela vai ler/assistir e ela diz que não porque não gostou do final. Aí quem fica brava sou eu, haha!

Ou, ainda como quando fomos visitar nossos amigos Mikke e levamos uma pequena suculenta de presente, gostamos de levar uma suculenta ou um cactos quando visitamos amigos especiais. Fomos de uber até o mercado que ficava umas duas quadras antes da casa dos meninos comprar cervejas e seguimos a pé, como era a primeira vez que os visitávamos fomos com o maps aberto no celular e por algum erro estranho ou conspiração do universo ele nos fez entrar uma rua antes da certa, rua essa que era um morro daqueles!

E lá fomos nós ao sol do meio dia, morro acima com nossas sacolinhas de cervejas e eu com minha pequena suculenta nas mãos. Já deu para sentir que vem tragédia por aí, né?

Há certa altura da subida, percebemos que havia algum erro na direção que o mapa nos dava, falei para a Ana colocar o endereço ao invés da localização, ela disse que não tinha o endereço, falei que estava no grupo, ela disse que não tinha visto, falei que eu ia mostrar. Larguei minhas sacolas, sentei no meio fio e com cuidado coloquei a suculenta em cima de um paralelepípedo. De nada adiantou o cuidado. Como era um morro super íngreme na mesma hora a plantinha capotou e coitada saiu rolando morro abaixo. Eu não sabia o que fazer e a Ana apenas me olhava com desaprovação enquanto o vasinho que havíamos montado com tanto carinho, enrolado a borda em barbante cru, escolhido uma suculenta tão verde e fofinha se esvaia em terra afora.

Alcancei a plantinha, já com algumas folhas a menos, bem menos terra do que antes, mas ainda dona de si. Ana disse para jogar fora, largar ali, que estava horrível para levarmos de presente. Bati o pé e disse que não, dei uma assoprada na planta, ajeitei o barbante e falei que era só preencher com terra. Onde já se viu, abandonar uma plantinha ao relento! Ana voltou a si e concordou comigo, não estava tão ruim assim. Colocamos o endereço e dessa vez encontramos a rota correta, morro abaixo como a plantinha tentava nos mostrar desde o início… Assim que chegamos, contamos a história para os nossos amigos, rimos como loucos e a plantinha está na sala deles até hoje, quem a vê ali mal sabe as aventuras que ela já viveu.

São coisas bobas e pequenas, mas são nossas aventuras diárias, nossas memórias mais verdadeiras que colecionamos pouco a pouco, a nossa história que sou suspeita a falar, não podia ser mais linda! E isso tudo merece e precisa ser escrito, porque eu não quero jamais esquecer de nenhum mínimo detalhe de nós! Só posso ser grata por viver tudo isso ao seu lado, meu amor.

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Um dia acontece

Um dia simplesmente acontece, toda aquela baboseira que você sempre acreditou não existir no mundo real de pessoas reais chega na sua vida como uma rajada de vento forte, pronta para tirar cada pedra do lugar. Eu já tinha amado, partido corações e cicatrizado o meu próprio algumas vezes.

Já tinha me conformado, afinal não tinha mais idade para acreditar em “amor de verdade”, e com isso não quero dizer que eu nunca tenha amado alguém de verdade, mas é… diferente, sabe? Se você já sentiu, sabe do que eu estou falando. (E você que não sentiu vai continuar achando tudo baboseira até que um dia acontecera com você também.)

É um sentimento único e avassalador, como disse é um vento forte demais que você não consegue controlar, não consegue sequer entender de onde veio toda aquela fúria! E não existe dia ou hora marcada, um dia esse sentimento simplesmente está lá! Sem avisos, sem explicações, apenas é. E você entende que não conseguiria tomar outra decisão nessa vida a não ser se entregar a isso.

Mas no começo vários medos tomam conta de você: O que fazer se do outro lado não pulsar o mesmo sentimento? Eu me lembro de quando olhei nos olhos dela pela primeira vez. A gente se olha assim quase toda semana, porque sim, existem dias que a correria do dia-a-dia dessa vida de gente grande não permite esses momentos. Mas às vezes e só às vezes (e entenda é isso que torna tudo tão especial), a gente se olha como se fosse a primeira vez, eu sei e pelo jeito que ela me olha, ela também sabe, a gente sente. Em seguida vem um sorriso meio tímido se soltando aos poucos e lá está! Estamos vivendo o primeiro dia que nós olhamos de perto outra vez.

Quando você tem uma conexão desse tipo com alguém, você sabe que qualquer lugar onde essa pessoa está é seu lar. Essa pessoa te preenche de uma forma tão simples que você não entende porque não foi assim antes, acho que eu sinto como se precisasse ter vivido 32 anos sem ela para compreender a complexidade e valor de viver isso hoje. As pessoas mais próximas de você definem muito quem você vai ser no mundo e a Elis apareceu em um momento em que eu não sabia quem eu era, o que fazer dali em diante, onde era o meu lugar ou lar no mundo…

Hoje em dia nada disso me define, nenhuma dessas perguntas me incomoda, pois junto com a Elis vieram algumas das respostas que eu procurava, ela não é a alma gêmea que a maioria das pessoas procura, mesmo porque hoje eu sei que isso não existe, a Elis é a Alma que me completa! O simples fato de ela ter me encontrado ou eu encontrado ela, nosso encontro encaixou coisas dentro de mim que eu nem sabia que precisavam de encaixe, abriu um mundo novo, me transformou em uma pessoa melhor, mudada de tantas formas diferentes, como se eu precisasse de um ajuste, um toque final.

Aí todo meu mundo se ajustou ao dela, como se esperasse por isso há tanto tempo, de uma forma tão natural, como se não houvesse antes e toda aquela baboseira de filmes, músicas e livros fizeram sentindo, desde a parte em que eles falam de tudo ao redor parar quando você vê a pessoa amada até a parte em que você sente a pulsação do coração dela como se embalasse seus sonhos, talvez essa última parte tenha muito a ver com o fato de ela ser diabética e eu esperar a pulsação dela desacelerar durante as hipoglicemias para conseguir dormir.

Mas o que eu quero dizer é… Existe. Aí fora nesse mundão existe um amor que completa e melhora todo mundo, um amor avassalador que vai fazer você querer ser a melhor pessoa desse mundo pelo simples fato de ela estar nele, um amor que te transforma e que te preenche de tantas formas, que você sabe que não precisa procurar mais lugar algum, pois esse amor é o seu lar!

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Depois daquele oi…

A gente vive muita coisa nessa vida, conhece várias pessoas e acaba vivendo paixões imediatas ou com sorte, amores duradouros. Uma vez um amigo me perguntou: “Ana, você já sofreu muito nessa vida, né?” E eu respondi: “E, quem não? Mas tudo que eu passei fez eu ser quem sou hoje.” Ele respondeu: “Que bom que você sofreu então.”

Chega a soar meio bobo, mas é a pura verdade. Tudo que vivemos nos leva a ser quem somos e chegar onde chegamos… E eu agradeço todos os dias por tudo que passei, porque isso tudo foi o que me fez chegar até ela.

A primeira vez que eu vi a Elis foi pelo Instagram, ela sempre me chamou a atenção por gostar das mesmas coisas que eu: ela lia os livros que eu lia, gostava de rock, apreciava a boa comida, colecionava xícaras de café (do qual eu também apreciava muito), curtia fotografia, viagens e era louca pelos afilhados! Por dois anos a gente ficou seguindo uma a outra no Instagram e volta e meia comentávamos em fotos, quase sempre sobre livros. Até que um dia descobri que ela tinha um blog, e é claro imediatamente fui ler.

Achei incrível a forma como ela via a vida, e passava isso através das palavras! E assim se seguiram esses dois longos anos, eu admirando os textos dela e ela admirando as minhas fotos. Não existia maldade nem segundas intenções, era uma admiração que ia crescendo conforme o tempo passava. Uma vez, um conhecido em comum me falou dela, e terminou a conversa com algo do tipo: “Vocês são muito parecidas, precisam se conhecer.” E eu fiquei imaginando: no quê?

Eu tinha namorada e a Elis também. Aí aconteceu o que nunca em dois anos tinha acontecido, duas semanas antes do meu casamento eu encontrei a Elis, pude ver de perto quem eu tanto admirava sempre de longe, e foi como se eu sempre tivesse conhecido ela, a gente sorriu uma para outra e eu soube que ela sentia a mesma admiração por mim quanto eu por ela.

Tentei não dar atenção para isso e me foquei no casamento, eu casei com uma amiga na época, a gente se dava muito bem mas não concordávamos em nada, éramos diferentes demais e eu me sentia desmotivada para continuar sustentando aquela relação. Dois meses depois do casamento nos separamos, aprendi muitas coisas com ela mas sempre senti que faltava algo, sempre existia um vazio.

E depois que decidi que precisava seguir minha vida, não conseguia mais parar de pensar na Elis, ela me vinha a cabeça o todo tempo, não importa o que eu estivesse fazendo. Resolvi mandar um direct, naqueles dois anos que a gente seguia uma a outra no Instagram a gente nunca se falou por mensagem, então meio que eu tremia, não sabia o que falar, não sabia o que ela ia pensar, tudo começou com um Oi!

Ela respondeu na hora, toda querida e receptiva como se esperasse por aquilo há muito tempo, e parece loucura mas foi como se eu só tivesse reencontrado uma pessoa que fez parte da minha vida sempre!

Depois daquela primeira mensagem, não paramos mais de nos falar, todos os dias! Então, algumas semanas depois chamei ela para um café e ela me contou que estava dando um tempo com a namorada porque as coisas não estavam bem, me falou que elas pareciam mais amigas morando juntas do que um casal, e eu disse que sabia exatamente o que ela queria dizer.

Eu nunca tive qualquer constrangimento com a Elis daqueles que a gente tem quando conhece uma pessoa, a gente se entendeu bem desde o começo, no nosso primeiro abraço eu já não queria mais devolver ela para o mundo. Quando eu olhei pela primeira vez nos olhos dela cara a cara, eu só consegui falar: “Meu Deus como você é linda.” Ela ri disso até hoje.

Eu não sei explicar o que aconteceu com a gente, o que sei é que em um mês estávamos morando juntas, e eu já não conseguia pensar em uma vida sem ela, e nem como tinha sobrevivido tanto tempo sem sentir isso! Porque quando as pessoas falavam em amor verdadeiro ou alma gêmea eu achava tudo isso uma grande besteira idealizada pelas pessoas que assistiam filmes demais, eu sabia o que era amar uma pessoa e querer cuidar dela, mas era algo diferente e tranquilo, esse sentimento que eu sinto hoje eu nunca pensei existir, é algo que não tem comparação e não existem palavras suficientes nesse mundo para explicar!

O que eu tive com a Elis não foi uma paixão, ou amor à primeira vista ou uma admiração enorme que se transformou em amor, hoje eu sei que o que eu passei para chegar até aqui me levou até esse reencontro com ela. A Elis é a única pessoa que me faz ser o melhor que eu posso e eu amo a pessoa que eu me tornei ao lado dela. Eu não passo um dia sem querer fazer ela feliz!

E mesmo quando brigamos ou discutimos, tudo termina com a gente se abraçando e dizendo o quanto nos amamos e que sempre vamos ficar juntas… Eu não sei falar exatamente quando foi que eu soube que a Elis era tudo o que eu precisava, mas todas as vezes que a gente se olha e eu sinto a conexão que temos, eu sei que encontrei tudo que eu precisava para ser feliz nessa vida e aquele vazio que eu disse que sentia lá no começo, já não existe.

A Elis é a chorona do casal, essa semana ela esqueceu o anel de noivado (história para o próximo post!) dela na casa de uma amiga, e quando ela chegou em casa mais tarde porque tinha voltado para buscar o anel eu briguei com ela, não porque ela tinha esquecido, mas porque ela não precisava ter se preocupado tanto com isso, ela caiu aos prantos.

Ela sempre me derruba nessas horas, aquele foi um dos dias mais frios e ela estava trocando de roupa e começou a chorar ali só de calça jeans e sutiã (nessas horas eu sei que sim, a gente vive uma relação daquelas dos romances que lemos), aí eu peguei ela no colo e levei até a cama, coloquei ela embaixo do edredom, abracei ela forte e falei que estava tudo bem, e que se algo acontecesse com o anel dela a gente comprava outro e ela não precisava se preocupar com isso…

A Elis chorona que é uma menininha quando a gente discuti, é a mulher mais guerreira que eu conheço quando a coisa é resolver algo que tá me incomodando, quem manda aqui em casa é ela e eu não tenho problemas ou vergonha em falar isso, mas confesso que às vezes gosto quando ela faz essa manha toda e me deixa ser a mais madura e protetora do casal!

Faz um ano e meio que estamos juntas, mas confesso que não consigo lembrar de como era minha vida sem ela, pois é como se eu tivesse vivido com ela minha vida toda, eu sempre quis ter a sorte de olhar para alguém com o mesmo amor que eu via alguns casais se olhando, e hoje eu só posso desejar que todas as pessoas que eu amo saibam o que é viver isso! Nem todo mundo encontra o grande amor da sua vida, se você é um dos que encontrou, faça como a gente, faça valer cada dia ao lado dessa pessoa. E seja feliz por todos que ainda não encontraram!

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Ninguém é obrigado a ser flor

Ninguém é obrigado a ser flor.
Dissemos a vida toda pras mulheres que elas deviam ser delicadas como as flores.
Acontece que nessa brincadeira nós arrancamos delas as pétalas.
Então faz todo sentido que agora elas queiram ser espinhos.
Seja espinhos, moça…
Talvez esse empoderamento que elas tanto falam seja isso: deixar de ser flor pra ser espinho.
Ninguém é obrigado a ser colorido caso ache o preto e branco mais bonito.
Aliás, as cores servem pra atrair os insetos e polinizar?
Continue dizendo: Minhas pétalas minhas regras…
Minhas pétalas minhas cores…

Por Onesmo Junior

 

Moça, seja o que você quiser, seja você, apenas seja.

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Primeiro dia sem ela

Hoje a Elis voltou a trabalhar depois de 6 meses comigo em casa. Quando chegou a hora de ela ir me deu uma angustia tão grande e uma vontade de agarrar ela pelas pernas, como se eu fosse uma criança de 5 anos deixada na creche pela primeira vez gritando não vaiii, não me deixa aqui, eu preciso de você! Juro para vocês.

Tentei respirar fundo e mostrar para ela que eu estava bem, serena e tranquila para que ela ficasse também! Afinal era tão difícil para ela quanto para mim. Depois de mil beijos, mil Eu te amo (só para ela não esquecer), com o barulhinho da fechadura fechando ela se foi… Boa sorte, meu amor!

Sozinha (ou tão sozinha como você pode estar na companhia de quatro gatas e um cachorro) a primeira coisa que eu pensei foi: vou limpar essa casa toda e tomar um banho e começar a trabalhar, assim quando ela chegar não terá que fazer nada e teremos mais tempo juntas! Uhuu! E enquanto limpava a casa meu pensamento foi longe…

Pensando em como é bom estar em uma relação onde as duas pessoas se ajudam e se preocupam e cuidam uma da outra acima de tudo.

Naquela manhã uma amiga me mandou uns 50 áudios, entre conversas e desabafos ela me contou da angústia dela em morar com alguém que não ajuda em casa, que larga tudo pelo chão porque não teve tempo de guardar, que prioriza a TV ou um joguinho ao bem estar dela e eu fiquei pensando em quantas mulheres vivem esse pesadelo tendo de ser mãe, cozinheira e empregada de suas companheiras ou companheiros.

Eu já vivi isso, e sei o quanto é desgastante morar com alguém que acha que não tem a obrigação de fazer nada, por mais que suje tanto quanto você, por mais que durma sob o mesmo teto, por mais que também precise comer e por mais que utilize aquele espaço que é a casa de vocês, tanto quanto você.

Mas mesmo assim essa infeliz pessoa não faz nada porque sabe que mesmo se não fizer o outro faz, sim eles ainda têm a sorte de achar alguém que valorize uma casa limpa e uma refeição feita com gosto! Viver em casal não é fácil como nos filmes, então ajude não porque te pedem para ajudar, porque antes de tudo não é ajuda é apenas a sua parte e isso é o mínimo e não merece medalha ou parabéns de ninguém, ok?

Hoje eu dou graças a Deus por estar em um relacionamento com uma pessoa que valoriza tudo que eu faço e me ajuda sem eu sequer precisar pedir e entende quando eu não posso. Elis chegando vamos fazer a janta juntas, porque aqui em casa é assim! Todos os momentos são nossos momentos, sempre uma chance a mais de fazer uma a outra feliz e sermos gratas pelo nosso amor!

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Eu te gosto!

Estávamos bebendo um café, cada uma concentrada em sua xícara. Elis parecia longe, em outro universo decidindo algo muito sério. Então eu disse: “Eu gosto tanto, mas tanto de você!” No mesmo instante ela me olhou assustada e soltou um “Ué, você não ama?”

Com toda calma respondi: Amo, amo demais. Mas quantas pessoas a gente ama e mesmo assim não gosta de tudo nelas?

Você eu amo e também gosto! Gosto de te ouvir falando sem parar de um jeito que parece que alguém te deu corda (e muita corda!), gosto do jeito que você é engraçada e faz umas piadas que só você ri mas é tão fofinho que eu acabo rindo junto, gosto do jeito que você sempre é positiva e para frente e não se abala fácil, gosto de estar com você nos dias de sol e também nos dias de chuva e principalmente, gosto de ter você ao meu lado.

Não é só amor, é gostar mesmo e de tudo (menos das birras, afinal ninguém é perfeito, né? Haha!). Você é a minha pessoa para sentar e conversar dias e noites ou apenas ficar em silêncio absoluto dividindo uma xícara de café. Por isso, te falo de coração: Eu te gosto.

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Dia a dia #1

Depois de um bom banho, estamos jogadas no sofá, onde também almoçamos assistindo uma série das antigas. E isso sempre me lembra o quanto a Ana queria uma mesa sob medida, e como depois te termos ela, posso contar em uma mão quantas vezes usamos ela (e todas por insistência minha), mas a vida de casal tem dessas coisas, né? Haha!

Hoje, em plena terça-feira foi dia de faxina aqui em casa, aliás, faxinão! Ontem a noite combinamos que hoje iriamos fazer a faxina pesada juntas de uma vez, pois nas últimas semanas, devido tanto trabalho, viagem, múltiplas comemorações do meu niver e mil visitas estávamos naquela de tapear, sabe? Tipo, varrer debaixo do tapete, mas no caso aqui em casa não tem tapete.

Acordamos, na verdade eu acordei antes. Dei comida para os bichinhos, já contei que as nossas quatro gatas parecem tubarõezinhos malignos prontos a me atacar pela manhã? E o Chowderzinho sempre faceiro e galante me seguindo até o seu potinho… Não dá para vier sem esses cinco ser humaninhos. Voltei para a cama e a Ana já estava acordada. Que bom! Porque hoje é a sua vez de fazer o café da manhã, mozão!

Revezamento de café da manhã é algo mágico, recomendo à vocês se ainda não fazem uso. Nós duas sabíamos o que estava por vir, mas agíamos como se o dia fosse uma criança, como se a agenda estivesse livre, como se os bichinhos fossem dar conta do recado e deixar a casa óh, um brinco para a gente! Ana colocou um filme no netflix, eu comecei uma partida do nosso joguinho viciante no celular e assim ficamos um tempo.

Mas foi só por um tempo. Porque eu sou agoniada, não consigo deixar para depois, não consigo relaxar enquanto tiver aquela pulga atrás da orelha me falando: Hey, quanto mais cedo você começar mais cedo vai acabar, tá bem? Coisa de gente maluca e dissimulada, eu sei. Mas fazer o quê? Comecei do jeitinho que a gente começava quando era adolescente e a mãe mandava arrumar o quarto, e esse é o jeito que começo sempre as faxinas. Catei um livro perdido no sofá ali, uma lixa de unha esquecida no balcão, aquele sapato atrás da porta, e onde será que foi parar a tampa do pote do café? Abri uma gaveta aqui, outra porta ali e talvez um mini baú amarelo no quarto.

Ana já sentiu aquela vibe. Aquele convite no ar. Aquela sugestão de que o faz de conta havia acabado. Os sinais eram claros. É hora da ação, baby. E assim, já colocou uma playlist sertaneja para tocar (ela adora faxinar ouvindo sertanejo, eu acho isso tão fofinho) e começou com os trabalhos também. A gente sempre faz uma divisão, mas a gente sempre acaba com uma querendo fazer a parte da outra porque tal coisa é mais pesado ou porque sabe que a outra gosta menos.

E aí parece que tudo acontece mais rápido, tudo fica mais leve, a gente se encontra ali e aqui, os bichos ficam preocupados sem entender o que está acontecendo, o Chowderzinho que nunca teve disso depois de conviver com as gatas “pegou” medo do aspirador por tabela, haha!

E quando a gente vê, a casa tá um brinco como a gente queria, tá tudo em ordem mas não sabemos por quanto tempo e isso não importa porque eu sei que posso contar com ela e ela comigo, aí vem nosso almocinho, nosso banho demorado e relaxado e agora estamos no sofá outra vez. Mozão está em uma partida do nosso joguinho viciante e eu escrevendo, netflix tá pausado na TV: Tem alguém assistindo? E enquanto a chuva cai lá fora, eu fico pensando que amo nossos dias, até mesmo os dias do faxinão!

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